O Inventário Participativo é um recurso que visa promover a participação social nos processos de identificação, proteção e gestão do patrimônio cultural, a partir da escuta, da interlocução e do diálogo com os sujeitos da preservação.

É uma estratégia de educação patrimonial voltada à mobilização social e à valorização das práticas culturais locais, na qual a produção de conhecimento se dá a partir das trocas e diálogos entre os saberes populares e o conhecimento acadêmico, respeitando o ponto de vista daqueles que vivem cotidianamente o patrimônio cultural.

A partir de 2016, com a publicação “Educação Patrimonial: Inventários Participativos. Manual de Aplicação” que foi elaborada pelo Iphan, multiplicou-se pelo país o uso da ferramenta por parte de coletivos, do movimento social, de associações comunitárias e, também por parte de grupos de pesquisa e extensão nas universidades.

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4 Inventários participativos
de referências culturais

São apresentados aqui os resultados da pesquisa intitulada "Inventário Participativo como instrumento para identificação e gestão do patrimônio cultural", realizada com recursos do Edital de Políticas Públicas para a promoção da cultura, Pro-Humanidades do CNPQ, do ano de 2022.

O objetivo da pesquisa foi realizar quatro inventários participativos de referências culturais em sítios com diferentes tipologias e localização no país, a saber: dois centros históricos, de Belém (PA) e São Luís (MA), o patrimônio natural dos Monólitos de Quixadá (CE) e o patrimônio industrial e operário da Companhia de Fiação e Tecelagem São Martinho, em Tatuí (SP). 

Cada inventário contou com uma equipe própria de pesquisadores, alunos de graduação, bolsistas e voluntários, distribuídos pelo país. 

A metodologia adotada foi baseada na publicação "Educação Patrimonial: Inventários Participativos". Manual de Aplicação” (Iphan, 2016. O Manual está disponível para baixar na Aba Metodologia). Trata-se de uma ferramenta educativa criada e utilizada pelos campos da Museologia Social e da Educação Patrimonial. Por meio da metodologia foram produzidos mapeamentos participativos.

Foram identificadas em cada uma das localidades estudadas referências culturais imateriais (celebrações, formas de expressão, saberes) e materiais (lugares, edificações, natureza) e também seus detentores.

A partir da avaliação dos resultados da realização dessas quatro experiências foi possível elaborar um Termo de Referência sobre o uso dos Inventários Participativos, que é possível baixar neste site.

Conheça os grupos de pesquisa

Clique nos cards para conhecer mais sobre os grupos envolvidos

Quixadá (CE)

Tatuí (SP)

Belém (PA)

São Luís (MA)