A elaboração deste Inventário Participativo teve como base a metodologia desenvolvida pelo Iphan, constante da publicação Educação Patrimonial: Inventários Participativos/Manual de Aplicação (IPHAN, 2016).
Tal qual apresenta o manual, o Inventário Participativo tem como objetivo principal a mobilização e sensibilização das comunidades em relação à preservação do patrimônio. Como estratégia de educação patrimonial, o inventário deve ser entendido na perspectiva da produção de conhecimentos, no diálogo e na troca de saberes, entre o conhecimento popular e o acadêmico.
Um dos elementos centrais da metodologia diz respeito à noção de referência cultural. Conforme define o Iphan:
•Referências são edificações e são paisagens naturais. São também as artes, os ofícios, as formas de expressão e os modos de fazer. São as festas e os lugares a que a memória e a vida social atribuem sentido diferenciado: são as consideradas mais belas, são as mais lembradas, as mais queridas. São fatos, atividades e objetos que mobilizam a gente mais próxima e que reaproximam os que estão longe, para que se reviva o sentimento de participar e de pertencer a um grupo, de possuir um lugar. Em suma, referências são objetos, práticas e lugares apropriados pela cultura na construção de sentidos de identidade, são o que popularmente se chama de raiz de uma cultura. (IPHAN, 2000 p. 29).
A compreensão do significado de cada referência cultural passa pela sua classificação em categorias, conforme apresenta o manual do Inventário Participativo. Conforme adaptação da Repep (2019) a partir do manual do Iphan,as categorias utilizadas na pesquisa foram:
A
Celebrações
Festas e rituais, feitos para marcar vivências e datas que podem ser de trabalho, entretenimento, religiosas e ligadas a outras práticas sociais.
B
Saberes
Modos de fazer, conhecimentos sobre técnicas, materiais ou aqueles definidores de modos de ser e viver, assim como os ofícios tradicionais.
C
Formas de Expressão
Manifestações lúdicas, musicais, plásticas, cênicas, literárias e também políticas, enraizadas no cotidiano dos grupos e definidoras de sua identidade como tal.
D
Objetos
Materiais de uso cotidiano, sendo instrumentos de trabalho, ou usados em rituais de devoção religiosa ou associados a momentos significativos da trajetória de um grupo.
E
Lugares
Espaços onde se concentram ou se reproduzem práticas culturais coletivas.
F
Edificações
São construções associadas a certos usos e significados históricos ou de memória dos grupos sociais.
G
Natureza
Elementos como rios, morros e serras, árvores, bosques, matas e estruturas rochosas, enraizados na experiência cotidiana e no vivido do grupo social.
H
Pessoas-patrimônio
Elas representam a dimensão humana do patrimônio, ou seja, pessoas que há gerações se ajudam e se organizam para lidar com a realidade estrutural socioeconômica precária, excludente e estigmatizada.
A
Celebrações
Festas e rituais, feitos para marcar vivências e datas que podem ser de trabalho, entretenimento, religiosas e ligadas a outras práticas sociais.
B
Saberes
Modos de fazer, conhecimentos sobre técnicas, materiais ou aqueles definidores de modos de ser e viver, assim como os ofícios tradicionais.
C
Formas de Expressão
Manifestações lúdicas, musicais, plásticas, cênicas, literárias e também políticas, enraizadas no cotidiano dos grupos e definidoras de sua identidade como tal.
D
Objetos
Materiais de uso cotidiano, sendo instrumentos de trabalho, ou usados em rituais de devoção religiosa ou associados a momentos significativos da trajetória de um grupo.
E
Lugares
Espaços onde se concentram ou se reproduzem práticas culturais coletivas.
F
Edificações
São construções associadas a certos usos e significados históricos ou de memória dos grupos sociais.
G
Natureza
Elementos como rios, morros e serras, árvores, bosques, matas e estruturas rochosas, enraizados na experiência cotidiana e no vivido do grupo social.
H
Pessoas-patrimônio
Elas representam a dimensão humana do patrimônio, ou seja, pessoas que há gerações se ajudam e se organizam para lidar com a realidade estrutural socioeconômica precária, excludente e estigmatizada.
A
Celebrações
Festas e rituais, feitos para marcar vivências e datas que podem ser de trabalho, entretenimento, religiosas e ligadas a outras práticas sociais.
B
Saberes
Modos de fazer, conhecimentos sobre técnicas, materiais ou aqueles definidores de modos de ser e viver, assim como os ofícios tradicionais.
C
Formas de Expressão
Manifestações lúdicas, musicais, plásticas, cênicas, literárias e também políticas, enraizadas no cotidiano dos grupos e definidoras de sua identidade como tal.
D
Objetos
Materiais de uso cotidiano, sendo instrumentos de trabalho, ou usados em rituais de devoção religiosa ou associados a momentos significativos da trajetória de um grupo.
E
Lugares
Espaços onde se concentram ou se reproduzem práticas culturais coletivas.
F
Edificações
São construções associadas a certos usos e significados históricos ou de memória dos grupos sociais.
G
Natureza
Elementos como rios, morros e serras, árvores, bosques, matas e estruturas rochosas, enraizados na experiência cotidiana e no vivido do grupo social.
H
Pessoas-patrimônio
Elas representam a dimensão humana do patrimônio, ou seja, pessoas que há gerações se ajudam e se organizam para lidar com a realidade estrutural socioeconômica precária, excludente e estigmatizada.
Etapas de pesquisa e procedimentos
nº
etapa
procedimento
1
Formação da equipe
As atividades nesta etapa objetivaram a compreensão da origem e dos princípios do instrumento do Inventário Participativo, bem como a sua utilização prática.
2
Levantamento preliminar
Esta fase envolveu pesquisa bibliográfica, cartográfica, documental, iconográfica e de dados estatísticos necessários à compreensão do objeto inventariado. Além disso, esta etapa implicou em pesquisa e os primeiros contatos e aproximação com coletivos, associações, escolas e instituições do poder público, no sentido de criar uma rede de parceiros para a realização do inventário.
3
Identificação e documentação das Referências Culturais
A fase seguinte da pesquisa objetivou identificar as referências culturais a partir de atividades de escuta e diálogo com a população, o que resultou posteriormente no preenchimento das fichas indicadas no Manual de Aplicação (Iphan, 2016).
Uma das estratégias de escuta foi a Mandala de Referências Culturais, desenvolvida pela Rede Paulista de Educação Patrimonial (repep).
4
Devolutiva aos grupos sociais
Como fase final do Inventário, o Manual de Aplicação prevê a necessidade de planejar as formas de apresentação dos resultados do trabalho para os grupos e comunidades envolvidas. Neste sentido foi planejada a realização dessa atividade com apresentação do Inventário, das referências culturais identificadas e do mapa.