O que é?
É uma fortificação militar portuguesa criada em 1616 por homenageia Francisco Caldeira Castelo Branco. Localizado na confluência do rio Guamá com a Baia de Guarajá, foi tombado pelo IPHAN, em 1962, e se tornou um ponto turístico da cidade.
A primeira construção era de madeira e coberta de palha. Em 1622, foi reconstruído com forma quadrada, tornando a construção mais sólida em taipa de pilão. Desde a primeira reforma, em 1632, a edificação e entorno passou por várias obras em 1712, 1721, 1759, 1773. Em 1832 foi desativado por estar em ruínas.
A década de 1980 marca a retirada dos muros parcialmente deteriorados a fim de garantir a estabilidade da edificação. Em 1983, a SPHAN/proMemória, por meio da primeira Diretoria Regional, promoveu obras de conservação e restauração no Forte do Castelo, dentre outros monumentos.
Atualmente, a edificação integra o Conjunto Arquitetônico e paisagístico Feliz Lusitânia, originado a partir das estratégias de requalificação urbana do Centro Histórico de Belém. Sedia o Museu do Forte do Castelo de São Jorge, cujo acervo dispõe de objetos indígenas, cerâmica marajoara, antigas peças de artilharia e munição.
O Forte do Castelo tem ligação com a cultura e a identidade local por ser considerado um dos símbolos representativos do processo de colonização e expansão da cidade. Habitantes da área do Beco do Carmo ao Mercado do Porto do Sal evidenciam uma relação de lazer com o Forte do Castelo, expressos nas visitas ao museu, contemplação da paisagem e referência de ponto de encontros. A relação também é marcada pelo distanciamento das políticas públicas de planejamento para esta área e adjacências em relação ao investimento realizado no Complexo do Feliz Lusitânia, provocando tanto a precarização das relações com o espaço e com o patrimônio cultural.
O monumento do Forte do Castelo pode ser considerado um marco importante para os moradores do Beco do Carmo ao Mercado do Porto do Sal, por representar significativa importância histórica, interesse cultural e turístico, conflitos entre Estado e a população invisibilizada. Ademais, contribui para a formação da identidade cultural local.