O que é?
Criado em 2013 por músicos interessados no gênero musical choro, o grupo realiza mensalmente encontros em praças e mercados a fim de valorizar o patrimônio histórico da cidade de Belém, cuja formação oficial é: Tiago Amaral (clarinete), Carla Cabral (cavaquinho), Diego Santos (violão 7 cordas) e Gabriel Ventura (percussão). A ideia principal é difundir as rodas de choro em ambientes urbanos, propondo ao público contato com o gênero pela perspectiva local. Em 2016, recebeu o prêmio SEIVA da Fundação Cultural do Pará, a partir do qual criou o primeiro álbum do coletivo e o clipe musical “Mercado de São Brás”. “No álbum — lançado pelo selo NA MUSIC — além das músicas todas compostas pelos seus integrantes, existem trechos da paisagem sonora das ruas, contextualizando o local de composição de cada música” (Fartura Brasil). Dentre os locais destacados no álbum, estão: Porto do Sal, Feira do Açaí e Mercado do Jurunas.
Nos encontros, a atividade de composição é estimulada pela perspectiva estética e sonora experenciada pelos músicos na cidade. Em parceria com projetos que também objetivam promover a preservação do patrimônio cultural, a banda realiza atividades com o projeto Circular Campina-Cidade Velha e o Coletivo Aparelho, ambos desenvolvidos no centro histórico de Belém.
Em 2018, a convite do Festival Internacional de Choro de Paris, o Mercado do Choro produziu uma turnê na Europa, percorrendo as cidades de Amsterdam na Holanda e Lyon na França. Participou do XXXI Festival Internacional de Música do Pará como artista convidado do evento. Ainda no mesmo ano, participou da exposição “Porto do Sal, uma experiência estética e política”, da artista visual Elaine Arruda, na qual partituras, fotos e outros materiais do grupo foram expostos no Centro Cultural São Paulo — CCSP.
Em 2019, participou da Virada Cultural de São Paulo, no Palco Choro, do Festival Sonido, música instrumental e experimental. De dezembro de 2019 a janeiro de 2020, participou da exposição “Mastarel, rotas imaginárias”, de Elaine Arruda e Mestre João Aires, na galeria do Banco da Amazônia, em Belém.
Em 2020, foi lançado o álbum “Passeio público”, que reuniu 11 composições inéditas descritas como “um retrato de saudade e história dos encontros já realizados pela cidade, como forma de acalentar o processo de isolamento vivido mundialmente, com a pandemia” (Fartura Brasil). No mesmo ano, aprovaram o projeto cultural “O mercado do choro roda a cidade”, pelo edital de cultura do Banco da Amazônia. O objetivo principal era produzir rodas de choro, entretanto, por conta da pandemia de Covid-19, foram transmitidas lives do bairro da Cidade Velha, com participação do historiador Michel Pinho. Também foram produzidos os clipes “Box 8” e “Aparelho”.
Em 2021, o Mercado do Choro lançou o curta musical “Passeio Público”, gravado nos bairros Matinha, Campina, Terra Firme e Canudos, em Belém, dirigido por Iomama Rocha e aprovado na Lei Aldir Blanc. Em 2023, foi ganhador do Prêmio Amazônia de Música, na categoria Melhor Projeto Audiovisual. Inserir fala da Dona Arlete sobre o Mercado do Choro.