Praça do Carmo
Onde está?
O que é?
A Praça do Carmo possui significativa função social para o seu bairro, sobretudo aos usos que possibilita. Pode-se concluir que a praça passou, desde seu surgimento no século XVII, por uma evolução não apenas morfológica, mas também de funções e apropriações do espaço. O Largo do Carmo nasceu como adro de igreja, primeiramente para a Igreja do Carmo, da qual origina seu nome, e posteriormente, também para a Igreja do Rosário dos Homens Brancos (demolida na década de 1930). Transformando-se de terreno baldio e alagado para uma configuração de praça de estar e após eventos, percebendo-se o uso do espaço público conforme a necessidade e ideologias de cada época. É a partir do século XX que se observa na cidade o maior uso dos espaços públicos, originados pelos esforços da intendência de Antonio Lemos em transformar adros, como o Largo do Carmo, em “jardins públicos”, forçando uma mudança do comportamento social da população aos moldes europeus, onde o jardim público aristocrata era o lugar salubre, de distração e lazer.
Assim, a inserção do lugar na vida dos moradores também foi influenciada pela forma e elementos que a compunham. Com relatos desde o início do século XX, data correspondente ao início de seu ajardinamento, a Praça do Carmo possui a característica função de praça de bairro, a praça onde as crianças brincam e os moradores passam o tempo ocioso. Na década de 1990, com a última reforma e talvez a mais marcante que recebe, observa-se a inserção de novos elementos, a supressão de outros e as alterações na forma na praça. Atualmente os principais usos da praça são definidos por três funções principais: praça de bairro, praça de eventos, e praça museológica.
A função de praça de evento vem se concentrando no espaço desde a década de 1980, sendo consolidada com a inserção do anfiteatro. Como sua proposta previa, este serve de palco para diversos eventos já fixos no calendário da cidade, entre eles: carnavais (serve de concentração para blocos), Arrastão da Pavulagem, Cordão do Peixe-boi, Auto do Círio, etc. Além dos eventos de maior porte, nos finais de semana é comum observar o aumento do número de pessoas no local à procura de casas de shows e bares localizados no seu entorno.
Contudo, atualmente o cenário da praça do carmo de esquecimento por parte da gestão municipal onde segundo relato de seu bené morador do beco do carmo e dono do famoso bar que carrega seu nome ele diz: “ a praça do carmo merece muito carinho infelizmente está abandonada [...] tenho fé que um dia ela será reformada [...] falta guardas municipais na praça sabe isso afastou as pessoas dela,muito perigoso.” Nesse relato é visto dois problemas centrais no momento atual da praça segundo seu bené a falta de reforma estrutural do local e falta de segurança pública.
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