O que é?
Condensam características pertinentes à noção de lar, afetividade e pertencimento naquele determinado espaço, dentre as quais se destacam a coletividade atribuída a essas construções. Por conseguinte, a apropriação desse espaço edificado carrega em si a percepção da casa enquanto moradia inserida no território mais a condição do movimento do habitar.
As casas da Comunidade Cedro Novo apresentam diferentes padrões construtivos. Devido a relação com o DNOCS, existem casas de alvenaria. No início da ocupação, as construções das habitações eram realizadas pelo DNOCS, seguindo o padrão estabelecido pelo órgão. Posteriormente, nos lotes secos, a montante da parede sul, foram permitidas construções exclusivamente de taipa pelos arrendatários.
O termo taipa, genericamente empregado, significa a utilização de solo, argila ou terra como matéria-prima básica de construção (PISANI, 2004). Conforme foi relatado por uma moradora da comunidade, Isa Nunes: “As casas são de taipas, feitas com um barro especial tirada de um barreiro próximo ao açude que tem um barro específico, usam pedras e as madeiras são nativas como a carnaúba’.
A partir das construções das casas do Cedro Novo, pode-se observar características específicas e únicas desenvolvidas pelos moradores, seguindo técnicas tradicionais e inovações adaptativas. É evidente as particularidades que fazem com que essas práticas sejam marcas identitárias da comunidade, tais como o processo de seleção de materiais até o resultado final de cada unidade habitacional, demonstrando um pertencimento ao local. Assim, essa forma de edificar e o processo que é passado de geração a geração fazem os tornam elementos culturais comunitários.