Boteco do Maneco
Onde está?
Localizado na Praça da Flor do Samba, em frente à Avenida Senador Vitorino Freire.
O que é?
O Boteco do Maneco, bar e restaurante localizado na Praça da Flor do Samba, é uma referência de encontro no Desterro frequentado por moradores do bairro, trabalhadores do entorno e, ainda, por muitas pessoas que vêm ao Desterro para acompanhar ensaios e apresentações dos grupos culturais (Figura 17).
Daniel Cordeiro Rei, apelidado de Maneco, 28 anos, é o proprietário do Boteco, aberto em 2022, e é também integrante da diretoria da Associação Cultural Os Caras de Onça. Maneco não nasceu no Desterro, mas muitos membros de sua família viviam ali, como sua avó, a Vó Graça (ficha deste dossiê), tanto que desde cedo Daniel criou vínculos com o bairro e, atualmente, é morador e empreendedor no Desterro.
Antes de criar o Boteco do Maneco, o mocotó (prato muito apreciado no Maranhão) preparado e vendido por ele e sua mãe na sua residência, então localizada na Travessa da Lapa, Desterro, era muito solicitado por outros moradores, tornando-se famoso no bairro. Laura Cristina Torres Sousa, mãe de Daniel e filha de Vó Graça, é uma das cozinheiras do bar e restaurante, que continua tendo o mocotó como carro-chefe.
Atualmente, o Boteco do Maneco consegue empregar várias pessoas (todos moradores do Desterro e muitos sendo seus familiares). O empreendedorismo no ramo da gastronomia maranhense abrange mais pessoas da família: Dona Didica, Cleomar de Jesus, prima de Laura, também moradora e apoiadora de vários eventos do Desterro, iniciou com um pequeno restaurante dentro do próprio bairro e, atualmente, é proprietária de um grande estabelecimento desde 2006: o Restaurante Porto Seguro, localizado próximo do Boteco do Maneco, do outro lado da Avenida Senador Vitorino Freire.
Antes de trabalhar nesse ramo, Daniel trabalhou no almoxarifado de uma grande rede de supermercados do Maranhão. Quando decidiu empreender, não fez nenhum curso, foi aprendendo com a prática cotidiana como administrar. Em 2022, resolveu expandir o negócio familiar e montou o Boteco, alugando esse prédio de propriedade de sua tia Dica (no andar superior residem dois núcleos familiares parentes de Daniel, e no andar térreo, ao lado do Boteco do Maneco, funciona outro bar e restaurante). Desde então, Daniel foi ampliando o cardápio, atualmente, além do mocotó, prato mais pedido, é oferecido pratos de carne bovina, frango, carne suína, peixe, camarão, carne de bode, feijoada, entre outros.
O local onde funciona atualmente o Boteco do Maneco já abrigou outro bar, chamado “Altas Horas”, do senhor Zeca (morador antigo do bairro), e, antes ainda, o Bar Porto Seguro, de dona Dica.
Todos os meses, o Boteco do Maneco tenta promover algum tipo de festa, utilizando a Praça da Flor do Samba como espaço aberto propício ao encontro de um grande número de pessoas. Outros eventos realizados na Praça Flor do Samba, organizados pela Escola Flor do Samba, Boi Lendas e Magias, Bloco carnavalesco Os Cúekas (fichas deste dossiê) também contam com a estrutura e apoio do Boteco do Maneco que, em contrapartida, se beneficia do movimento e público que vem ensaiar e/ou festejar naquela área.
É incomum encontrar o Boteco do Maneco vazio. Invariavelmente tem pessoas por ali consumindo e/ou conversando.
Daniel entende que isso se deve ao tratamento dado às pessoas, principalmente aos moradores do Desterro mais antigos: “Eu sempre tenho aquele carinho, aquela delicadeza com eles. Pode vir dia de domingo aqui, que tem um grupo de acima de 50 [anos], que são, acho que uns seis, uns sete, eles ficam aqui, passam a tarde toda aqui, aí quando dá quatro ou cinco horas, eles vão para casa. Eu acho que é por causa do carinho e atenção que eu dou, principalmente com os moradores do Desterro.”
Não por acaso, o Boteco do Maneco é considerado uma referência cultural categorizado como lugar, uma vez que contribui com o fortalecimento econômico e cultural do bairro do Desterro.
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