Casarão dos Guedes
Onde está?
Rua Nhonhô da Botica, 229-311, esquina com Rua José Bonifácio.
O que é?
Residência do proprietário da Fábrica São Martinho, Manoel Guedes, o casarão de 3 pavimentos situa-se estrategicamente em frente a sede da empresa A proximidade entre moradia e trabalho facilitava a gestão da produção, além do controle da classe operária. Juntamente com os galpões da fábrica, além de algumas residências como a casa do administrador e a vila operária, conforma-se assim um complexo industrial remanescente da primeira fase de industrialização paulista. É um marco na paisagem da área central de Tatuí, tanto pelas suas dimensões monumentais como pelas características arquitetônicas. Como edifício de linguagem eclética e palacete requintado acompanha os padrões burgueses de habitação do século XIX, segundo Barros (2021). A construção apresenta um porão limitado por semi-arcos que era utilizado como adega e depósito, de acordo com a autora, e um pavimento térreo onde se encontram as salas de receber, de estar e de jantar, além dos cômodos de serviços, circundados por uma ampla varanda coberta. No pavimento superior, contam-se 8 quartos. Manoel Guedes morou no palacete, inicialmente com sua primeira esposa, Adelaide Sophia, e seus 2 filhos, Martinho e Thomaz, e posteriormente a sua morte, com a segunda esposa, Maria Adelaide Barnsley e seus filhos. Em 1927, Manoel faleceu deixando entre os bens de sua herança, o palacete e a fábrica. Mesmo assim, o palacete continuou a ter sua importância como moradia do proprietário da fábrica. Nos anos 1930, com a transferência da propriedade para o empresário Dario Meirelles, o palacete e a fábrica testemunham momentos prósperos, sendo o período de auge da produção têxtil na cidade. Entretanto, com a venda dos bens para Antonio Chammas, proprietário do Moinho São Jorge na região industrial de Santo André, na década de 1940, a fábrica deixou de ser atividade econômica central nos negócios, passando a desempenhar função complementar. Ainda assim, o palacete foi importante como moradia-sede da direção da fábrica de Tatuí. A crise dos negócios da família Chammas, a partir dos anos 1980, o palacete foi abandonado, o que causou sua deterioração física. No entanto, nos anos 1990 e 2000, o palacete foi ressignificado por meio das festas e bailes organizados na cidade.
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