O que é?
A Companhia Têxtil promoveu, nos últimos anos da década de 1980, festas de confraternização nos finais de ano, com o oferecimento de bebidas e alimentos aos operários.
Diversos deles relatam, com entusiasmo, estas confraternizações, indicando que eram momentos de descontração, no qual, em geral, era oferecido um churrasco.
De acordo com o ex-funcionário Reginaldo Oliveira, em quatro anos consecutivos esta celebração aconteceu: 1986, 1987, 1988 e 1989, sempre em algum dos ambientes da própria indústria. Segundo ele, em 1986, 1988 e 1989 ocorreu na chamada “sala de pano”. No ano de 1987, a reunião foi realizada em um edifício secundário, localizado na Rua Coronel Aureliano de Camargo, onde hoje encontra-se instalado um antiquário.
Oliveira ainda relata que se lembra de ter havido o evento também em 1990 e 1991, porém não se lembra do local. Em 1992, a confraternização aconteceu em um restaurante da cidade, por iniciativa dos funcionários, não sendo mais subsidiada pela São Martinho.
Fica evidente, nestas narrativas, que os proprietários não participavam destes momentos, apenas os funcionários, dos mais diferentes cargos. Este é um fator destacado por muitos dos ex-operários: como os funcionários em cargos de chefia eram cordiais, e até por vezes paternais, com os operários mais jovens ou de posição mais modesta dentro da hierarquia industrial. Esta fala é sempre colocada como um gesto de cortesia, de bondade, de admiração e não como algo primordial, de respeito.