Uso dos Inventários Participativos de referências culturais
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Fase 1
Fase 2
Fase 3
Fase 4
Fase 5
Diálogo Conceito estruturante na obra de Paulo Freire, o diálogo é fundamental para a concepção de uma educação emancipatória. A relação dialógica não se reduz ao ato de depositar ideias, nem tampouco a simples troca destas: o diálogo é o encontro, portanto, pressupõe a escuta e a consideração da palavra do outro, que é a base para a comunicação. Na perspectiva da educação patrimonial, a relação dialógica implica em considerar os grupos sociais como capazes de anunciar e enunciar o que é patrimônio. A relação dialógica no campo da educação patrimonial alimenta-se da prática da liberdade e do olhar crítico sobre a realidade, no amor e na humildade que garantem o respeito à pronúncia do mundo pelos sujeitos sociais. (Fonte: Paulo Freire. Pedagogia do oprimido. São Paulo: Paz e Terra, 2011).
Conjunto de ações voltadas à garantia da permanência, no tempo, de objetos, lugares e práticas culturais às quais se atribui valor, tanto por parte dos grupos sociais como por via oficial, a partir da atuação do poder público.
Corresponde a articulação e integração de diferentes setores sociais e governamentais, para enfrentar problemas de forma conjunta. A proteção do patrimônio cultural exige uma abordagem intersetorial, incluindo diversas esferas da vida: proteção da cultura, o direito ao trabalho e à moradia, garantia da qualidade ambiental e da saúde, respeito aos direitos humanos, combate ao racismo, lgbtfobia e práticas discriminatórias, entre outros mais.
Princípio constitucional estabelecido pelo artigo 216, que definiu a preservação como tarefa a ser compartilhada entre o poder público e a sociedade. Como tal, a participação social implica na construção de processos coletivos e horizontais de escuta, interlocução e partilha de decisão, a partir da construção de relações com moradores, usuários e fruidores dos bens culturais. A participação social é, portanto, um processo que implica em um conjunto de ações contínuas e prolongadas convergindo para um objetivo, que é, em essência, garantir o patrimônio cultural como direito social. (Fonte: Iphan. Patrimônio em prática. Vol 2. Diálogos e participação social, 2024).
Conceito que considera que raça, classe e gênero e sexualidade não se manifestam como relações de poder separadas, distintas ou excludentes, ao contrário, se sobrepõem e funcionam de maneira unificada complexificando as formas de opressão sobre os corpos e as subjetividades. Neste sentido, a interseccionalidade é condição fundamental para promover a democratização do patrimônio cultural, garantindo a representação dos diversos grupos sociais no que diz respeito aos recortes de raça, gênero, classe e sexualidade, nos processos de seleção e de valorização cultural.